Friday, 22 January 2010

september roses










































The rainbow comes and goes
And lovely is the rose.

William Wordsworth

4 comments:

  1. O eterno fascínio ... porquê as rosas?

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  2. Fátima ClérigoFriday, 22 January, 2010

    As Rosas

    Rosas que desabrochais,
    Como os primeiros amores,
    Aos suaves resplendores
    Matinais;

    Em vão ostentais, em vão,
    A vossa graça suprema;
    De pouco vale; é o diadema
    Da ilusão.

    Em vão encheis de aroma o ar da tarde;
    Em vão abris o seio húmido e fresco
    Do sol nascente aos beijos amorosos;
    Em vão ornais a fronte à meiga virgem;
    Em vão, como penhor de puro afecto,
    Como um elo das almas,
    Passais do seio amante ao seio amante;
    Lá bate a hora infausta
    Em que é força morrer; as folhas lindas
    Perdem o viço da manhã primeira,
    As graças e o perfume.
    Rosas que sois então? – Restos perdidos,
    Folhas mortas que o tempo esquece, e espalha
    Brisa do inverno ou mão indiferente.

    Tal é o vosso destino,
    Ó filhas da natureza;
    Em que vos pese à beleza,
    Pereceis;
    Mas, não... Se a mão de um poeta
    Vos cultiva agora, ó rosas,
    Mais vivas, mais jubilosas,
    Floresceis.

    Machado de Assis, in “Crisálidas”

    Bjs

    Fátima

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  3. Bom JJ, para mim...sobretudo pela suavidade ou intensidade e variedade das cores, pela terna doçura dos aromas que exalam, pela graciosidade da forma...pela fragilidade da sua existência!

    Bem hajam então os poetas, Fátima!!!
    Muito obrigada pelo mágnifico poema de Machado de Assis, que desconhecia!

    Um abraço, cx

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  4. A Fátima e a Manuela brindam-nos sempre com estas pérolas a propósito.
    E a resposta da São, embora em prosa, também está cheia de poesia.

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